Psicologia

Doces ou travessuras? Quando o medo nos impede de aproveitar as delícias da vida!

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Doces ou travessuras?

Assim como toda cultura antiga o Halloween é repleto de símbolos, mistérios e muitos significados. Acredito que nesse memento você pode estar pensando, mas qual a relação da Psicologia com o Halloween, não e mesmo? Rs. Com a aproximação do dia 31 de Outubro é comum encontrarmos com facilidades diversos objetos com símbolos de caveiras, bruxas, velas, abóboras, morcegos entre outros que se tornaram representativos do Halloween.

Carl Gustav Jung dedicou parte de suas obras a estudar os símbolos dos sonhos, da arte, dos mitos e suas consequências psíquicas na vida cotidiana. Os símbolos do Halloween apesar de terem seus significados vinculados à cultura celta pagã podem também serem associados com estruturas da personalidade humana.

Como já mencionado no texto “Ei sombra é você”, todos nós temos conteúdos que permanecem na escuridão, que não valorizamos e não aceitamos em nós mesmos. Desta forma, a vela presente na decoração do Halloween pode representar de forma simbólica a necessidade que temos de nos afastar daquilo que nos amedronta e do que nos ameaça. Acender a vela é negar a necessidade de enfrentamento da escuridão.

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Buuh!!

Se você não entendeu nada do que eu disse por achar que esse tal de Jung diz coisas muito difíceis vou exemplificar. Quando acaba a energia em sua casa, o que te leva a acender a vela? Se a resposta for o medo de ficar no escuro é porque você não quer enfrentar “sua sombra”, logo, você quer se afastar de características da sua personalidade que não são “bonitas”, como o medo.

Então acender a luz para enxergar melhor pode ser um ótimo argumento para aqueles que não se permitem apresentarem suas dificuldades diante do outro. Afinal, o que as pessoas pensariam e falariam de você, sabendo que tem medo de escuro mesmo sendo adulto? Não é mesmo?

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Mantendo o mesmo raciocínio, os símbolos do Halloween podem ser associados com nossos conteúdos inconscientes que causam tanto medo e arrepios só na possibilidade de enfrenta-los, e por isso, os conteúdos são sempre negados e projetados no outro.

Uma fala que resume essa questão é  “Eu não tenho medo (Eu não aceito o meu medo porque é um sentimento não valorizados na sociedade), mas meu amigo é muito medroso.” (Eu coloco o meu medo no amiguinho com o objetivo de me livrar do que é mais “feio” em mim, esse tal de medo). Mas o que seria das princesas boazinhas se não fossem as maldades das bruxas? Em algumas situações precisamos que nossa bruxa interior se aflore, para que possamos elaborar e destruir sentimentos ou vivencias que nos faz sofrer.

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O Halloween também é uma data que simbolicamente promove uma aproximação com um dos sentimentos mais intensos e necessários em nossa existência: o medo. Aposto que em algum momento você já teve medo da “loira do banheiro”, de dormir sozinha (o) após assistir um filme de terror ou vivenciar alguma situação desesperadora em que suas pernas não pararam de tremer, sua boca ficou seca e seu rosto perdeu a coloração.

Quando sentimos ameaçados por algum perigo, nosso cérebro promove a liberação de hormônios como a adrenalina, que causam imediata aceleração dos batimentos cardíacos, preparando nosso organismo para “lutar ou fugir”. Vale ressaltar que o medo faz parte das condições humanas, mas quando é desproporcional e com uma frequência acima do esperado, deve ser cuidado através do processo de psicoterapia.

No processo de Psicoterapia será identificado o que fez surgir o medo, re-significando e utilizando técnicas de superação. Em algumas situações a combinação entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico é essencial para o equilíbrio e bem estar completo do indivíduo. Enquanto a Psicoterapia cuida da parte simbólica, a utilização da medicação diminui a intensidade dos sintomas físicos, como por exemplo, a palpitação e a sudorese.

Que possamos compreender através do Halloween que o enfrentamento das dificuldades da vida psíquica até pode ser assustadora, mas quando realizadas da melhor forma promove uma doçura e calmaria que nenhuma travessura do destino pode vir a destruir!

Halloween

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Aline Lisboa Farias, sou psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós-graduanda em Arteterapia pelo IJEP (INSTITUTO JUNGUIANO DE ENSINO E PESQUISA) e proprietária do Lysis Consultório de Psicologia. Atuo realizando atendimentos psicológicos com crianças, adolescentes, adultos, casais e idosos. CRP Ativo 06/120305 (Clique aqui e consulte)

Veja também:  Amores Tóxicos: 20 frases presentes em um relacionamento destrutivo!

2 comentários em “Doces ou travessuras? Quando o medo nos impede de aproveitar as delícias da vida!

  1. Olá, psicóloga Aline muito boa essa abordagem em relação ao medo e o Halloween.
    Mas gostaria de fazer um pedido,poderia bordar o medo de dirigir,sofro muito com esse mal quero conquistar a liberdade mas o medo me impede!
    Obrigada,bjs parabéns pelo trabalho!

    1. Olá Sônia. Primeiramente muito obrigada por acompanhar o blog!Sua interação é de grande importância para mim. Assim que possível iriei preparar um texto abordando a sua solicitação.
      Grata! =)

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