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Prevenção do comportamento suicida: A vivência de uma dor emocional intolerável!

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Prevenção ao Suicídio
Precisamos conversar sobre isso!

Ao abordar o tema da morte por si só abrange muita complexidade, se deparar com uma condição em que o ser humano busca interrupção radical para livrar-se de um estado de intensa dor psíquica.

Independente do ponto de vista pelo qual é analisado o comportamento suicida, sempre há uma dimensão central relacionada ao sofrimento. Nessa mesma direção é possível pensar no sofrimento que direciona a pessoa ao ato suicida, no sofrimento do enfrentar uma perda através do comportamento suicida de um membro da família, assim como os efeitos sociais que tal ato promoveu.

Estima-se, ainda, pontuar o fato de que cada indivíduo que tenta realmente se suicidar “abandona atrás de si muitas outras – amigos e familiares – que consequentemente a vida será profundamente prejudicada desde o ponto de vista social, emocional e econômico”.

Aprendemos no texto A importância de dar voz ao luto! precisamos falar sobre a morte! que não devemos esperar viver o sofrimento da morte, para ir em busca do que nos faz feliz em vida. Sendo assim, dar voz as angústias existenciais é o primeiro passo para aproximarmos do desejo de dar continuidade a vida.

Os estímulos da prevenção do comportamento suicida devem estar relacionados as informações dos fatores de risco, no que é fundamental priorizar as ações voltando-se sempre ao que pode ser modificado. A prevenção do suicídio ocorre por meio da diminuição dos fatores de riscos e reforço dos fatores ditos protetores, como por exemplo, sentir-se integrado a uma comunidade ou grupo, a psicoterapia pode auxiliar a lidar com as questões emocionais, bons vínculos afetuosos, estar casado ou com companheiro fixo, religiosidade, ter filhos pequenos.

Prevenção ao Suicidío
Dê voz a suas angústias, não guarde tudo para você!

Os valores sociais podem interferir como fatores de proteção ou de risco. Por exemplo, sociedades que legitimam a reciprocidade, nas quais há incentivos para conversas sobre os problemas com diversas pessoas e são abertas a mudanças e trocas de opinião, parecem proporcionar aspectos mais protetivos frente a possibilidade de ocorrer suicídio. Já em sociedades nas quais pedir auxilio é visto como um sinal de fragilidade ocorre o oposto.

Uma medida protetiva contra o suicídio pode ser a tentativa de enxergar tudo pelo lado bom, ou seja, uma percepção otimista da vida com motivos para prosseguir vivendo, opondo-se a ausência ou falta de esperança, por exemplo, o sentimento de importância na vida de outros indivíduos – amigos e família, o afeto aos filhos.

Mas nem sempre manter essa visão positiva sobre a vida é fácil, desta forma, o acompanhamento psicológico é essencial para a construção do fortalecimento emocional.

Prevenção ao Suicídio
Dar voz aos sentimentos promove fortalecimento emocional

Alguns fatores de risco para o suicídio pode ser certas situações clinicas (como doenças crônicas da qual o indivíduo fica inabilitado, dolorosas intervenções, desfigurantes), personalidade que possuem fortes traços de agressividade e impulsividade, perdas recentes, perdas de membros parentais na infância, fácil acesso a meios letais, conturbações na dinâmica familiar. Pessoas que já tentaram o suicídio é um grupo considerado de maior risco para cometer o ato.

De modo geral, o sentimento de “pertencer”, através do sentir-se fortemente ligado a um grupo étnico ou religioso, a uma família ou algumas instituições, a uma comunidade pode proteger a pessoa do suicídio. Compreende-se nesse sentido que há uma restrita união das manifestações do suicídio com sentimentos de desesperança e solidão.

Prevenção ao Suicidío
Não precisamos carregar todo o peso sozinho (a). A Psicoterapia pode te auxiliar com o enfrentamento do que provoca a dor!

O suicídio abrange assuntos socioculturais, ambientais, filosófico existenciais, genéticas e psicodinâmicas, já o transtorno mental em quase sua totalidade dos casos é um fator influenciador que precisa estar presente para que aconteça o suicídio do indivíduo, quando ligado a outros fatores.

A agregação entre depressão e suicídio é evidente, o tratamento adequado e o diagnóstico precoce são um dos métodos mais eficientes a se reduzir suicídio.

Sendo assim, considerar os aspectos que reduz o suicídio vale reconhecer que possam oferecer a essas pessoas outras contingencias de enfrentamento das doenças ou dificuldades que os direcionam a buscar nesse ato fatal uma solução para seu sofrimento.

 

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Psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós-graduanda em Arteterapia pelo IJEP (INSTITUTO JUNGUIANO DE ENSINO E PESQUISA) e proprietária do Lysis Consultório de Psicologia. Ser Psicóloga é entrar em contato direto com as fragilidades e potencialidades humanas. Estar em contato direto com o intimo de cada ser, é o que dá sentido a minha existência. CRP Ativo 06/120305

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