Psicologia

“Síndrome do Ninho Vazio”: quando a casa barulhenta se torna silenciosa!

Síndrome do Ninho Vazio

Síndrome do Ninho Vazio

O filme: Minha mãe é uma peça 2

Após assistir o filme “Minha mãe é uma peça 2”, senti a necessidade de compartilhar com vocês sobre o tema “Síndrome do ninho vazio”. Apesar de o tema ser apresentado de uma forma muito criativa e divertidíssima, vale ressaltar que, há um sofrimento natural ao ver os filhos criarem assas, e é sobre isso que vamos abordar nesse texto.

Síndrome do Ninho Vazio
Síndrome do Ninho Vazio

Voar para longe do aconchego dos pais é um movimento natural e necessário para o crescimento e amadurecimento de novas responsabilidades dos filhos. Independente do motivo que provocou a saída de casa, a ausência e o silêncio de uma casa vazia afetará intimamente a dinâmica familiar, necessitando de uma readaptação de quem permanece no lar; os pais.

Sobre o Termo: “Síndrome do Ninho Vazio”

O termo “síndrome” faz referência a um conjunto de sintomas, ao associar com o “ninho vazio” remete a ideia do esvaziamento de troca de afeto entre pais e filhos. Porém vale ressaltar que, inconscientemente os pais associam a saída dos filhos com o distanciamento afetivo, causando grande sofrimento. O amor não acabará, ele apenas será vivenciado por outro ângulo, sair de casa não significa rompimento da importância dos pais no novo caminhar dos filhos.

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Durante essa transição tanto o pai, quanto a mãe (ou quem exerce essas funções), são afetados. É comum às mães apresentarem com mais facilidade o que sentem sobre o assunto e transparecerem o sentimento de esvaziamento afetivo com maior intensidade.

Sentir saudades, sentimentos de abandono, raiva, incompreensão pelo distanciamento ou sentir-se trocada (o) é algo esperado por quem exerceu a função materna/paterna de forma acolhedora por todos os anos até o momento da saída de casa. Mas quando os sintomas se tornam demasiadamente intensificados, provocando uma tristeza crônica e falta de vontade de exercer outras funções, pelo vazio deixado pelos filhos é aconselhado ir em busca de profissionais capacitados, como Psicólogos e Psiquiatras.

Síndrome do Ninho Vazio

A Síndrome do Ninho Vazio acontece não só com a saída dos filhos de casa, mas também com a ausência do cônjuge. Quanto maior a relação de dependência afetiva e necessidade expressão do outro diante dessa função de cuidadora, maior será o sentimento de abandono e vazio.

Mas se a saída dos filhos de casa é algo esperado, como se preparar para que esse sofrimento não se torne algo crônico? Não deixar de exercer os outros papeis sociais, que são tão importantes quanto ser mãe e/ou pai, é essencial para que o sofrimento da despedida não impossibilite de vivenciar a felicidade de ver os filhos caminharem em busca de autonomia.

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Algumas pessoas se ausentam de si em função de suprir exclusivamente a necessidade do outro, abandonando outras partes importantes da própria personalidade. Sendo assim, a saída dos filhos de casa, promove um reencontro com o que estava adormecido, permitindo uma redescoberta individual de um novo olhar, para por em prática o que não foi possível quando a única função exercida era de ser mãe e/ou pai.

Se você está vivenciando essa etapa da vida, sugiro ir em direção ao resgate de projetos  e sonhos antigos, promovendo a permissão da valorização do auto-cuidado e permitindo-se vivenciar a liberdade do resgate do amor do casal!

Conclusão

Uma das explicações do filme ser encantador e um sucesso de bilheteria é a identificação do público com a própria dinâmica familiar. Acompanhar desde o primeiro filme a personagem principal Dona Hermínia respeitando o apropriamento de um novo ciclo dos filhos, rumo ao crescimento psíquico e profissional e ao mesmo tempo apresentando fortalecimento para se redescobrir e se reinventar diante do turbilhão de emoção que essa etapa da vida produz, permite a reflexão sobre a importância de vivenciar essa fase enfrentando, nomeando e re-significando os sentimentos envolvidos.

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Psicóloga Aline Lisboa

Psicóloga Aline Lisboa em Lysis Psicologia
Graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, co-fundadora do projeto Cor&Ação, pós-graduanda em Arteterapia pelo IJEP (INSTITUTO JUNGUIANO DE ENSINO E PESQUISA) e proprietária do Lysis Consultório de Psicologia. Atuo realizando atendimentos psicológicos com crianças, adolescentes, adultos, casais e idosos. CRP Ativo 06/120305 (Clique aqui e consulte)
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